Depoimento do Elenco sobre A Viagem (1994) Claudio Cavalcanti - Locação de computadores Vale a Pena?

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Depoimento do Elenco sobre A Viagem (1994) Claudio Cavalcanti

– No início de 1994, a novela das 19h, “Olho no Olho”, já se aproximava do fim e a Globo ainda não havia definido sua substituta – após suspender a produção de “Vira Lata”, que só chegou ao vídeo em 1996.

Claudio Cavalcanti – Depoimento do Elenco sobre A Viagem (1994)

– A princípio, Wolf cogitou a fusão de várias histórias de Ivani – ‘Mulheres’, por exemplo, nasceu da união da trama homônima (Tupi, 1973) com “O Espantalho” (Record, 1977).
(Imagem: Reprodução) – Antônio Fagundes, recém-saído de “Renascer” (1993), havia sido convidado para viver o Alexandre da primeira versão, entregue a Ewerton de Castro.
Ivani Ribeiro e Solange Castro Neves, sua colaboradora, optaram pela troca ao constatarem que na novela anterior, “Olho no Olho”, havia um César, de muito destaque: o vilão interpretado por Reginaldo Faria.
Miguel Falabella no comando do “Vídeo Show” (Imagem: Divulgação / Globo) – No mesmo 11 de abril em que estreava em “A Viagem”, como Raul – irmão de Dinah e Alexandre –, Miguel Falabella passou a bater ponto todas as tardes, com a edição diária do “Vídeo Show”;
– Se Miguel Falabella surgiu no vídeo em dose dupla, Andréa Beltrão se dividiu em três: batia ponto no “Vale a Pena Ver de Novo” como Ingrid, de “Rainha da Sucata” (1990), interpretava Lisa na trama das 19h e ainda surgia na pele de Marta, da minissérie “A Madona de Cedro”.
– A primeira semana de “A Viagem” registrou 54 pontos, cinco a mais do que os seis primeiros capítulos de “Olho no Olho” (49).
Guilherme Fontes como o deliquente Alexandre Toledo (Imagem: Divulgação / Globo) – As sequências de ação envolvendo Alexandre, de foragido a presidiário logo na estreia, foram apontadas como mola propulsora do bom (e imediato) resultado.
O horário das 19h, naquela época, padecia com a concorrência do “Aqui Agora”, do SBT – apontado como a mais incômoda pedra no sapato de “Deus Nos Acuda” (1992), “O Mapa da Mina” (1993) e “Olho no Olho”, que já flertava com a narrativa policial (embora não tenha sido esta a grande atração de “A Viagem”).
O resultado – cabelos oxigenados e jaquetão de couro preta – foi obtido a partir de uma consulta a revistas sobre rock.
– Na primeira pesquisa de opinião realizada com telespectadores – o tão famoso “grupo de discussão” – a equipe constatou o apreço do público por Dinah.
As mulheres entendiam que os barracos da empresária eram decorrentes da má conduta de Téo, arquiteto dado a flertes com clientes e colegas de escritório.
Contudo, todo mundo também amava Lisa, especialmente por conta de seu perfil batalhador (ela sustentava o pai e o irmão com seu trabalho num salão de beleza).
A unanimidade da rival de Dinah era necessária para que a audiência aceitasse o fim da união com Téo, o namoro deste com a cabeleireira e o envolvimento de Dinah e Otávio.
Maurício Mattar e Andréa Beltrão, o casal Téo e Lisa (Imagem: Divulgação / Globo) – No fim das contas, Alexandre – que infernizou muita gente lá do além – reencarna como filho de Téo e Lisa.
– Para as gravações em Nogueira, distrito de Petrópolis, Rio de Janeiro, onde ficava o campo de golfe que representava o Céu, os figurantes precisavam chegar à Globo por volta de 6h.
Mas foi remanejada para diversos horários em razão das alterações de grade impostas pelos jogos: 18h30, 19h05, 19h40, 19h55, 20h20.
– As edições necessárias para atender as mudanças de grade neste período acabaram por gerar os chamados capítulos “A” – quando um capítulo escrito pelo autor é dividido em dois na edição, ocupando dois dias de exibição.
O psiquiatra Jorge Mira Coelho afirmou em entrevista à “Folha de S.Paulo”, de 26 de janeiro de 1995, que até adultos sentiam medo da novela.
Em sua penúltima semana, marcou 29 ante 30 de “O Amor Está No Ar”, cartaz inédito das 18h, em seus cinco últimos capítulos.
O último capítulo da reprise chegou a 34 pontos, configurando a terceira maior audiência daquele dia na Globo, atrás apenas de “A Indomada” (46), às 20h, e do “Jornal Nacional” (43).