Espírito Acompanha seu Próprio Velório e Enterro?

Aluguel Computadores Tecmologia

Espírito Acompanha seu Próprio Velório e Enterro?

Um espírito pode acompanhar seu velório e enterro?

Espírito Acompanha seu Próprio Velório

Qual a visão espírita sobre velório?

Será que ficamos sozinhos e desamparados após o desencarne ou no plano espiritual há um preparo para nos receber?

Qual a importância da nossa maturidade espiritual no momento em que deixamos o corpo físico?

UM ESPÍRITO EM SEU FUNERAL

Os Espíritos sempre nos disseram que a separação entre a alma e o corpo não se dá instantaneamente.

Algumas vezes começa antes da morte real, durante a agonia; quando se faz notar a última pulsação, o desprendimento ainda não é completo: este se opera mais ou menos lentamente, conforme

as circunstâncias e, até sua completa libertação, a alma experimenta uma perturbação, uma confusão que lhe não permitem dar-se conta de sua situação; encontra-se no estado de uma pessoa que

desperta e cujas ideias são confusas. Tal estado nada tem de penoso para o homem cuja consciência é pura;

sem se dar bem conta do que vê, está calmo e espera sem temor o completo despertar; ao contrário, é cheio de angústias e de terrores para aquele que teme o futuro.

A duração dessa perturbação, dizemos nós, é variável.

É muito menos longa naquele que, durante a vida, já elevou os pensamentos e purificou a alma; dois ou três dias lhe bs6tam, enquanto que a outros são precisos, por vezes, oito ou mais dias.

Muitas vezes assistimos a esse momento solene e sempre vimos a mesma coisa. Não é, pois, uma teoria, mas o resultado da observação, desde que é o Espírito quem fala e pinta a sua própria situação.

Eis um exemplo tanto mais característico e interessante para o observador, quanto não se trata de um Espírito invisível, que escreve por um médium, mas de um Espírito que é visto e ouvido em presença de seu corpo, tanto na câmara ardente, quanto na igreja durante o serviço fúnebre.

O Sr. X. acabava de ser vitimado por um ataque de apoplexia.

Algumas horas depois de sua morte, o Sr. Adrien, um de seus amigos, achava-se na câmara mortuária com a esposa do defunto;

viu o Espírito deste, muito distintamente, andando a passos largos e compassados, depois olhar alternativamente para o seu corpo e para as pessoas presentes e, por fim, sentar-se numa poltrona.

Tinha exatamente a mesma aparência que quando vivo: vestia a mesma sobrecasaca e as mesmas pantalonas pretas; com as mãos nos bolsos, tinha um ar desconfiado.

Durante esse tempo a esposa procurava um papel na secretária.

O marido olhou-a e disse: “Procurarás em vão; nada encontrarás.”

Ela nada suspeitava, porque o Sr. X. só era visível para o Sr. Adrien.

No dia seguinte, durante o serviço fúnebre, o Sr. Adrien viu novamente o Espírito de seu amigo vagando ao lado do caixão;

mas já não tinha o costume da véspera: estava envolto numa espécie de túnica. Entre ambos travou-se a seguinte conversa.

Notemos, de passagem, que o Sr. Adrien não é sonâmbulo; que nesse momento, como no dia anterior, estava perfeitamente desperto e que o Espírito lhe aparecia como se fora um convidado para o enterro.

– Diga-me uma coisa, meu caro Espírito: que sente agora?

– Bem e sofrimento.

– Não compreendo isto.

– Sinto que estou vivendo a minha verdadeira vida; entretanto, vejo o meu corpo aqui neste caixão; apalpo-me e não me sinto; contudo sinto que vivo, que existo. Serei então dois seres? Ah! Deixe-me sair desta noite, deste pesadelo.

– Deverá ficar muito tempo assim?

– Oh! não; graças a Deus, meu amigo; sinto que despertarei em breve. Seria horrível se assim não fosse. Tenho as ideias confusas; tudo é obscuridade. Pense na grande divisão que acaba de ser feita… e da qual nada compreendo.

– Que efeito lhe produziu a morte?

– A morte? Eu não estou morto, meu filho! Você se engana.

Eu me levantava e de repente fui ferido por uma escuridão que me desceu sobre os olhos; depois me levantei e veja o meu espanto ao me ver, ao me sentir vivo e ter ao meu lado, sobre o ladrilho, meu outro ego deitado. Minhas ideias estavam confusas;

eu errava para me refazer, mas não podia;

via minha mulher chegar e velar-me, lamentando-se, mas eu me perguntava o motivo. Eu a consolava, falava-lhe, mas nem ela respondia nem me compreendia;

isto me perguntava o motivo.

Eu a consolava, falava-lhe, mas nem ela respondia nem me compreendia; isto me torturava e deixava-me ainda mais perturbado. Só você me fez bem, porque me escutou e compreende o que eu quero;

você me ajuda a destrinçar minhas ideias e me faz um grande bem. Mas por que os outros não fazem o mesmo?

Eis o que me tortura…

O cérebro está esmagado por esta dor… Irei vê-la; talvez que agora ela me entenda…

Até logo, meu caro amigo; chame-me e eu irei vê-lo. Farei uma visita de amigo…

Surpreendê-lo-ei… até logo.

A seguir o Sr. Adrien o viu aproximar-se do filho que chorava.

Curvou-se sobre ele, ficou uns momentos nessa posição, depois partiu rapidamente.

Não havia sido entendido e pensava ter produzido um som. O Sr. Adrien, entretanto, estava persuadido de que o que ele dizia chegava ao coração do filho; e prometia prová-lo. Disse tê-lo visto depois e que estava mais calmo. (Allan Kardec – Revista Espírita de 1858).

OBS.: Este relato concorda com tudo quanto havíamos observado sobre o fenômeno da separação da alma; confirma, em circunstâncias de todo especiais, esta verdade que, após a morte, o Espírito ainda lá está presente.

Não acredita que tenha à sua frente um corpo inerte, enquanto vê e entende tudo quanto se passa em torno, penetra o pensamento dos assistentes e entre si e estes a única diferença é a visibilidade e a invisibilidade. As lágrimas de crocodilo dos ávidos herdeiros não o abalam. Quantas decepções devem os Espíritos experimentar nesse momento! (Allan Kardec).

Fonte: http://www.paginaespirita.com.br/um_espirito_em_seu_funeral.htm